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Escola de Yoga - Pranayama

Artigos Sobre Yoga!

Comentários sobre os 8 passos do yoga (Mar.2014)

Os 8 passos de Patanjali

YAMAS-Ahimsa (não violência)                                                                                                                                        

A não violência deve acontecer em todos os aspectos da vida: pensamentos, ações e palavras.

Você já deve ter ouvido: violência gera violência... Penso que o inverso também é verdadeiro, uma ação não violenta gerará outra ação não violenta. Como diz Gandhi, “Olho por olho e todos acabarão cegos".                                                                                                                                                               

Satya (verdade)                                                                                                                                                      

A verdade depende sempre do ponto de vista de cada um, portanto pode haver várias verdades para um mesmo fato. Além de não mentir, devemos ser verdadeiros conosco.                       

Asteya (não roubar)                                                                                                                                       

Podemos definir Asteya como o não desejar aquilo que não te pertence, ou não desejar aquilo que você não fez por merecer. Inclusive não devemos roubar nem o tempo do outro.             

Brahmacarya (autocontrole)                                                                                                                   

Algumas visões mais restritas definem Brahmacarya como “celibato”, mas atualmente podemos dizer que é o autocontrole de nossos impulsos e sentidos.                                                         

Aparigraha (desapego)                                                                                                                                    

Não devemos possuir com apego (coisas e pessoas), temos que desenvolver a consciência de que tudo é passageiro...o apego traz muito sofrimento.

 NYAMAS-Saucha (Pureza)                                                                                                                                             

Estar limpo por fora e por dentro, no sentido de purificação.                                                             

Santosha (Contentamento)                                                                                                                           

Estar contente com o que tem e não ficar valorizando o que ainda não tem.

Quanto mais expectativas eu tenho, mais aquisições precisarei para estar contente.                                                   

Tapas (determinação)                                                                                                                                                   

Ter disciplina e determinação para tudo que faz.                                                                                 

Ishvara Pranidhana (autoentrega)                                                                                                         

Devemos nos entregar em tudo que fazemos, dando o melhor de si, sem esperar exatamente um resultado ou algo em troca. Também pode ser encarado como submissão a Deus, estar consciente que apesar de fazer o seu melhor o resultado não depende de você, depende de algo maior...

 ÁSANAS (Posturas)                                                                                                                                          

Com certeza é a parte mais conhecida no yoga, pelo menos aqui no ocidente.

São posturas imitando a natureza, que alongam e fortalecem o corpo. Estas posturas se caracterizam pela condição de controle e conforto, nos dando a sensação de relaxamento e prazer. No yoga usamos o corpo como instrumento para atingir um estado da mente...interferimos onde as emoções interferem, primeiro no tônus muscular e depois na respiração.

Segundo Patanjali num ásana devemos “relaxar o esforço e manter a mente no infinito”.

Portanto não basta estar numa postura de yoga para ser um ásana, se não houver estes conceitos estabelecidos, não é ásana.

Assim ásana o que se sente e não o que se faz. O importante é o como se faz, e não o quanto ou o que se faz.  

 As posturas são divididas em três grupos:                                                                                                 

Posturas Culturais:

São posturas que tem como objetivo estabelecer o equilíbrio fisiológico nos diversos sistemas em funcionamento no corpo (sistema muscular, digestivo, endócrino, etc.), para que se tenha o máximo de vigor orgânico. São muito voltados ao treinamento da coluna vertebral, promovendo força e flexibilidade na musculatura que a envolve.                                                    

Posturas de Meditação:

São posturas que podem ser mantidas por horas, sem desconforto, podemos dizer que na sua maioria são variações da postura sentada comum. Neste caso o praticante liberta-se quase que inteiramente das perturbações causadas por movimentos físicos e consegue apenas observar os processos da mente na meditação.                                                      

Posturas de Relaxamento:

 São aquelas que permitem o praticante relaxar completamente, não existe esforço algum, havendo total descontração muscular. Patanjali sabiamente coloca os preceitos (Yamas e Niyamas) para a prática do yoga.

Quando praticamos um ásana, por exemplo, não podemos ser violentos com nosso corpo (ahimsa), devemos ser verdadeiros no que estamos fazendo e com nossos limites (satya), desenvolver o auto estudo (svadhyaya) com um sentimento de perseverança (tapas) e entrega fazendo o seu melhor (ishvara-pranidhana). Portanto o auto conhecimento só acontece se houver a vivência.

PRANAYAMA (controle da respiração/energia)                                                                                 

 Patanjali define pranayama como o controle dos impulsos respiratórios, que devem ser precedidos pelas práticas já mencionadas (yamas, nyamas e ásanas).

Cada membro do Yoga tem como base o anterior e prepara o praticante para o seguinte.

Nossa respiração é um ato involuntário , mas podemos interferir nela desde que haja perigo com relação a vida. A capacidade de manter a respiração em pausa, de forma controlada e equilibrada, é a base técnica dos pranayamas.

Mas, o praticante deve antes disto ter controle absoluto das inspirações e expirações, realizando de forma segura para não haver danos ao sistema nervoso.

A relação entre respiração e nosso estado mental é enorme.

Portanto, dizemos que se não podemos interferir de forma voluntária em nossa mente, podemos interferir na respiração e consequentemente, podemos tranquilizá-la.

 Pratyahara (abstração dos sentidos)

 Dharana (concentração)

 Dhyana (meditação)

 Samadhi (integração)

 Para facilitar o entendimento podemos tratar estes 4 últimos membros do sistema como Meditação.

A prática da meditação exige um processo peculiar e especial de absorção da mente, no qual a atenção é fixada num único objeto, é um processo contínuo em diferentes graus como segue: pratyahara (abstração dos sentidos), dharana (concentração), dhyana (meditação) e samadhi (integração). Seu princípio básico é o desenvolvimento da percepção interna.

É um processo lento e gradativo, que só é alcançado praticando com determinação e disciplina (tapas).  

Durante a prática obtém-se um descanso físico e mental, diminuindo os níveis de ansiedade, o consumo de oxigênio, o ritmo respiratório e cardíaco.

Bibliografia: Estudos sobre o Yoga, Marcos Rojo Rodrigues (org), Editora Phorte

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